Protagonistas X Mercado X Ideais

Quem nunca pensou no protagonista de sua estória como algo ideal? Bonito, alto, forte, legal, educado, gentil, super poderoso? Resumindo: perfeito!

     Mas quando observamos as estórias que costumamos consumir, deparamo-nos com tantos perfis de protagonistas diferentes que, se pararmos realmente para analisar, a grande maioria deles passa longe do status de perfeição. São justamente suas imperfeições e como lidam com elas que nos atraem.

00 - CapaAmanda Valentine e Flame, M.A.D. 2013 – Mariana Petróvana.

   Quando estamos buscando por ideias para aquele personagem que irá tomar as rédeas de nossas estórias, muitas coisas passam pela mente, mas posso dizer por mim que, principalmente estas, vêm à mente:

  • Mercado;
  • Convicções.

Com mercado, consideramos a imagem comercial que o personagem terá. É um conceito que se baseia em muito mais que um simples corte de cabelo ou uma paleta de cores, mas todo o conjunto de características que formam o personagem e o transformam em produto atraente para ser consumido.

Não vou ser purista em pensar que o público consumidor tem de gostar do meu personagem independente de como ele aparentar ser. Por que isso acontece?

Porque além de uma estória em quadrinhos, este também é um produto e precisa ser pensado e encarado dessa forma. Então, dentro dessa preocupação, é normal que várias questões de sua aparência e de alguns de seus modos sejam pensados e organizados em função do público alvo que se deseja atingir.

O estilo de desenho é influenciado levemente pelas tendências do mercado, assim como algumas características comportamentais. Tudo isso tem de estar em mente de toda pessoa que se preocupa em transformar sua estória em quadrinhos em um produto rentável futuramente.

Imagem (8)Amanda Valentine, M.A.D. 2013 – Mariana Petróvana.

     É possível julgar o nível técnico de preocupação do autor/ desenhista com o mercado através dessas questões anteriormente citadas, mas é no quesito “convicções” que é possível enxergar o que ele tem a dizer.

Justamente  aqui, quando você desenvolve a crença do seu personagem, o porquê de ele lutar, que o personagem se desenrola e ganha “pernas próprias”.

Como diria um amigo meu:

“Um protagonista diz muito sobre quem o cria!”

E  isso é bem verdade. Mesmo que você o monte pensando no mercado, criando uma bonita “embalagem para venda”, será pelo conteúdo dele, suas ações, suas ideologias, seus defeitos, sua forma de superar e encarar as dificuldades propostas que realmente mostrará tanto o que você é como autor, como a real mensagem de sua estória.

Um protagonista bem bolado é como uma “peça coringa” de beleza ímpar que servirá de referência para outros autores e desenhistas, além de mostrar parte de suas visões de mundo, mesmo que indiretamente.

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