A importância de ter Referências

Capitão América vai curtir essa postagem.

Hoje vamos falar de um assunto que é bem corriqueiro pra quem desenha: referências. Muitos que começam no ramo do desenho copiam seus artistas preferidos, ou mesmo, em cursos, são instruídos a estudar anatomia e figuras reais desde sempre. Mas o que acontece é que: estudos de base e referências são coisas diferentes, mesmo algumas pessoas misturando os dois ao longo de seus estudos.

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Sendo bem simplista, os estudos de base são todo conhecimento técnico que precisa ser adquirido pra servir de suporte pros seus desenhos, e aqui eu coloco: estudos de anatomia, composição, diagramação, comportamento de materiais, representação de luz e sombra, aplicação de texturas, uso de cores. Ou seja, conhecimentos gerais que podem ser aplicados sobre qualquer estilo de desenho.

Referências, essas podem ser dividas em vários subgrupos, mas aqui vou abordar apenas dois deles: Compositiva e Estilística.

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Referência compositiva é resultado de pesquisa sobre determinado tema que você não domina. Por exemplo, pra desenhar um exército romano é necessário pesquisar as vestimentas usadas na época, os tipos de armas, o biótipo comum dos romanos, entre outros. Então, dependendo da finalidade do seu desenho, vai ser necessário mais ou menos referências compositivas.

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Referência estilística, geralmente está relacionada ao nicho em que o desenhista trabalha, às vezes influenciado pelo que ele consome, e às vezes nivelado pelo mercado em que ele está inserido. É natural que, no início, todo desenhista se baseie apenas no que gosta de ler, e faça uma salada disso, no entanto, à medida que é necessário se inserir no mercado, algumas características estilísticas são deixadas de lado e outras são apropriadas para se encaixar melhor no nicho. Nisso, é claro, eu não estou incluindo o mercado underground ou independente que é bem mais complexo estilisticamente falando.

Qual a importância de ter referências?

Entre vários motivos, “tentar não redescobrir a roda”. O que eu quero dizer com isso é simples: que não é necessário reinventar alguns métodos de produção, porque quando se analisa material que já está circulando no mercado, é possível entender processos de quadrinização, de uso de alto contraste, ritmo, balões, narrativa. Não é preciso “inventar” tais coisas, é necessário sim estudá-las e absorvê-las para ser capaz de entender os processos e utilizá-los caso seja cabível.

E depois de escolher as referências, se eu mudar de estilo?

Diferente do que algumas pessoas possam acreditar, as referências não são feitas pra durar uma vida, elas são transitórias. Certamente, os autores nos quais nos baseamos para estudar já passaram pelo mesmo processo de mudança, e é natural que se crie interesse por outros tipos de narrativas ou estilos e isso vá se sobrepondo em camadas de aprendizagem.

No fim, por mais que alguns autores afirmem veementemente que não são influenciados por mais ninguém além deles mesmos, isso é apenas de ponto de vista, afinal, nenhum desenhista deixa de consumir diversas mídias, e todas elas se sobrepõem em camadas de influências, claro, mais ainda estão lá.

Quais são suas referências?

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2 comentários Adicione o seu

  1. Michele Silva disse:

    Olás 🙂

    Só li verdades.
    E não tem porquê o estilo não mudar não é? Na verdade, seria bem chato, se ele não mudasse.
    Fim do ano passado fiz um novo influence map \o/ Decidi focar em 10 ilustradores apenas (ou algo em torno disso), de estilos variados (do cartum ao realista) que me atraem muito atenção, mais do que isso, vê-los dá uma inspiração um ânimo de outro mundo.

    Quero poder estudá-los a finco, só não tô sabendo ainda como farei isso hehe (releitura? estudo da composição? usar mesmo princípio? mesma paleta? mesmo tema?)
    Enfim, só quero me divertir muito no processo de aprender 🙂

    Aguardando o próximo post 8D

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    1. Studio PBR disse:

      é um bom tema pra matéria, “como estudar suas referencias, sem cair no plágio descarado”

      Mas é essa a linha de pensamento, quanto mais se amadurece como ilustrador, as referencias e influências acompanham esse processo, coisas que eram inalcançáveis se tornam possíveis, e o que nos atrai muda novamente.

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